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6 de mar. de 2013

Eternidade

Eternidade
“Ele fez tudo apropriado a seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez.” Eclesiastes 3:11

Depois do carnaval muitos percebem que aquilo que tanto esperaram durou apenas 3, 4 dias e agora a volta à realidade é necessária. Muitos tentam saciar a fome de sua alma com aquilo que não é eterno, pensando que se relacionarem com o máximo de pessoas possível, ou se “viajarem” o quanto puderem, então encontrarão plena felicidade e paz, contudo todas estas coisas duram apenas 5 minutos. Nada disto é pleno ou traz saciedade para nossa alma.

Deus colocou em nosso coração o anseio pela eternidade, e como dizia C. S. Lewis: “Tudo que não é eterno, é eternamente inútil”. O desejo pela eternidade está no seu coração e somente aquilo que é eterno pode trazer saciedade para sua alma. Somente Cristo pode te dar a água da vida, e quando você bebê-la, nunca mais terá sede….

Tenha seus olhos na eternidade. Ajunte tesouros onde a traça e a ferrugem não podem destruir.

O que diz a bíblia, o que dizem os religiosos…

O que diz a bíblia, o que dizem os religiosos…

Muitos ainda querem adicionar mandamentos ou leis às escrituras sagradas…
A bíblia diz: Não tomarás o nome do teu Deus em vão.
Os religiosos dizem: Nunca pronunciará o nome santo de Deus.
A bíblia diz: Guardai o dia de sábado para o santificar ao Senhor.
Os religiosos dizem: Não faça exatamente nada no dia de sábado, mesmo que seja alguém precisando de ajuda.
A bíblia diz: Não vos embriagueis.
Os religiosos dizem: Não bebam nunca.
A bíblia diz: Não pequem, mas se pecarem vocês tem um advogado junto ao Pai.
Os religiosos dizem: Não pequem nunca e ai de vocês se pecarem.
A bíblia diz: Ame ao seu próximo.
Os religiosos dizem: até “Ame”, mas deixe muito claro que estão errados e que você os ama porque você é bom.

E assim vai…

Que Deus nos ajude a seguir tão somente a bíblia.

3 de abr. de 2012

O que Significa Aceitar a Jesus?


Você alguma vez já aceitou Jesus Cristo como seu Salvador pessoal? Antes de você responder, permita-me explicar a questão. Para entender, você deve primeiro compreender adequadamente “Jesus Cristo”, “pessoal” e “Salvador.”

Quem é Jesus Cristo? Muitas pessoas reconhecem Jesus Cristo como um bom homem, grande mestre, ou mesmo como um profeta de Deus. Essas coisas são definitivamente verdadeiras sobre Jesus, mas elas não definem quem Ele realmente é. A Bíblia nos diz que Jesus é Deus em carne, Deus tornou-se um ser humano (leia João 1:1,14). Deus veio à terra para nos ensinar, curar, corrigir, perdoar – e morrer por nós! Jesus Cristo é Deus, o Criador, o Senhor supremo. Você aceitou este Jesus?

O que é um Salvador e por que nós precisamos de um Salvador? A Bíblia nos diz que todos pecamos, todos cometemos atos maus (Romanos 3:10-18). Como resultado do nosso pecado, nós merecemos a ira e o julgamento de Deus. A única punição justa para pecados cometidos contra um Deus infinito e eterno é uma punição infinita (Romanos 6:23; Apocalipse 20:11-15). É por isso que nós precisamos de um Salvador!

Jesus Cristo veio à terra e morreu em nosso lugar. A morte de Jesus, como Deus em carne, foi um pagamento infinito por nossos pecados (2 Coríntios 5:21). Jesus morreu para pagar a pena pelos nossos pecados (Romanos 5:8). Jesus pagou o preço para que nós não tivéssemos que pagar nós mesmos. A ressurreição de Jesus dentre os mortos provou que Sua morte foi suficiente para pagar a pena pelos nossos pecados. É por isso que Jesus é o único Salvador (João 14:6; Atos 4:12)! Você está confiando em Jesus como seu Salvador?

Jesus é o seu Salvador “pessoal”? Muitas pessoas vêem o Cristianismo como ir à igreja, realizar rituais, não cometer certos pecados. Isso não é Cristianismo. O verdadeiro Cristianismo é uma relação pessoal com Jesus Cristo. Aceitar Jesus como seu Salvador pessoal significa colocar a própria fé pessoal e confiança Nele. Ninguém é salvo pela fé dos outros. Ninguém é perdoado por realizar certas obras. A única forma de ser salvo é pessoalmente aceitar Jesus como seu Salvador, confiando na Sua morte como pagamento pelos seus pecados, e na Sua ressurreição como a sua garantia de vida eterna (João 3:16). Jesus é pessoalmente o seu Salvador?

Se você quer aceitar Jesus como seu Salvador, diga as seguintes palavras a Deus. Lembre-se que fazer esta oração ou qualquer outra não irá salvar você. Apenas confiando em Cristo você pode ser salvo do seu pecado. Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecer por lhe dar a salvação. "Deus, eu sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou sobre Si a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Eu recebo Tua oferta de perdão e coloco minha fé em Ti para Salvação. Eu aceito Jesus como meu Salvador pessoal! Obrigado por Tua graça e perdão maravilhosos – o dom da vida eterna! Amém!”

Fonte: Got Questions

Compreendendo a Força do Perdão


Perdoar é um ato irracional aos olhos do homem natural, e só o compreendem aqueles que têm conhecimento da graça e do amor de Deus. Nada mais é que doar o imerecido. Os conhecedores da graça do Senhor possuem uma atitude sempre disposta a perdoar, atitude que, como nos ensina a Bíblia, torna-os libertos das prisões do passado, assim como desarma o sistema de violência (desejo de vingança) que antes os possuía (Gênesis capítulo 33, versículos 4 a 9).

Caso não exercite o perdão, o agressor, inevitavelmente, permanecerá dentro de você, fazendo maior a ferida, como se pode observar do texto de Hebreus, capítulo 12, versículo 15. Jesus Cristo, quando rasgou todo escrito que era contra nós (Colossences capítulo 2, versículo 14), desobrigando-nos a pagar a dívida que nos era imposta, deu-nos o exemplo de como se deve perdoar. Basta a nós, portando, repetir o gesto do pai celestial (Mateus capítulo 18, versículos 32 e 33), a fim de que fechemos a porta do coração para o ressentimento, sentimento que, caso não descartado, trará consequências maléficas para o corpo e para a alma (Efésios capítulo 5, versículos 31 e 32; Salmos capítulo 32).

Tenho que reconhecer que não é tão fácil perdoar, principalmente quando o agressor, como consequência, puder adotar diversas medidas, inclusive judiciais. Todavia, o ato ensinado pelo Senhor certamente exige que, voluntariamente, abramos mão de determinadas prerrogativas, mesmo não havendo motivos para tanto. Sem dúvida, perdoar constitui um verdadeiro ato de nobreza praticado por aqueles que entendem o seu verdadeiro significado.

Proponho ao caro leitor alguns passos – extraídos das Sagradas Escrituras – que certamente lhe auxiliarão ao exercício do perdão:

Passo 1 - Não se esquecer do mandamento de nosso Mestre: “dei de graça o que de graça recebestes” (Mateus capítulo 6, versículo 12);

Passo 2 - Os nossos direitos, as nossas razões, devem ser sacrificadas em oração; é pela oração que o nosso coração se abre para perdoar e pedir perdão. Quanto mais oramos, mais aumentaremos a nossa capacidade de perdoar (Mateus capítulo 5, versículo 44);

Passo 3 - Se o seu pecado foi contra o seu semelhante, e se existir alguma possibilidade de reconciliação por parte dele, vá a ele e peça perdão (Provérbios capítulo 28, versículo 13);

Passo 4 - As suas palavras devem ser seguidas de ação. Não basta verbalizar o perdão, é necessário mostrá-lo por meio de atitudes;

Passo 5 - Decida lançar as mágoas, os ressentimentos e as amarguras no mar do esquecimento. Quando perdoamos, decidimos não mais permitir que ocupe lugar em nossa mente aquilo que aconteceu (Isaías capítulo 43, versículo 25).

As marcas provocadas pela ofensa poderão não ser apagadas, mas o poder do perdão certamente neutraliza a ação por elas causada.

Fontes
Imagem: Savron
Texto: Joseph Gomes, via On Grace

9 de set. de 2011

Batistas Nacionais CONTRA O PLC 122/2006





As igrejas batistas nacionais espalhadas nas vinte e seis unidades da federação e no Distrito Federal, posicionam-se democrática e institucionalmente contrárias ao PLC 122/06, entendendo tratar-se de projeto tendencioso que visa suprimir direitos consumados como a liberdade de consciência e de expressão e a liberdade religiosa e de culto, e ainda, uma ameaça o princípio salutar da separação entre igreja e Estado.


Nós batistas temos lutado há quatro séculos pela liberdade, e desenvolvido internamente um modelo de governo que privilegia a tolerância, o diálogo e a democracia participativa. Temos, portanto direito e autoridade moral para nos posicionarmos contra todo tipo artifício que vise cercear nosso “modus vivendi”.


Não nos parecem subsistentes os argumentos apresentados pelos proponentes do PLC 122/06 para amparar um segmento da sociedade que a si mesmo se denomina GLBTT como se estivessem desassistidos por diversas leis que já criminalizam o preconceito. A lei em questão apresenta excessivo rigor ao que chama de comportamento “homofóbico”. O movimento GLBTT usa bem a mídia para divulgar sua causa, lança suspeição a maioria da população que exerce seu direito natural e legal de ser heterossexual e rotula de preconceituoso quem não concorda com eles.


Respeitamos a todos e entendemos por justiça a igualdade de direitos e deveres, bem como a supressão de privilégios de indivíduos ou grupos. Compreendemos que cabe ao Estado e a sociedade organizada proteger os menos favorecidos e os incapazes, assim como buscar a erradicação da miséria, da exclusão social, do analfabetismo e outros males que estratificam a população em classes economicamente muito distanciadas, privando muitos de acesso a educação, saúde e tecnologia.


Para afirmar nossa posição, basta leitura dos princípios defendidos pelos batistas há séculos. Não temos nada de novo a dizer sobre liberdade. Lembramos, porém, que a liberdade não é o único bem que defendemos. Lutamos também pela verdade, pela justiça do reino de Deus, e pela pregação do Evangelho de Jesus Cristo a todas as criaturas. Muitos cristãos foram e ainda são encarcerados. Muitos cristãos morreram e outros hoje são perseguidos por amor a Jesus. Se nos for dada liberdade para cumprir nossa missão, melhor. Se não, continuaremos a fazê-lo, mesmo sob risco, porém fiéis a Deus, que nos comissionou.

Pr. José Carlos da Silva
 
Presidente da CBN


PRINCIPIOS BATISTAS:


II – O INDIVÍDUO
 
1. Seu Valor
A Bíblia revela que cada ser humano é criado à imagem de Deus, é único, precioso e
insubstituível. Criado ser racional, cada pessoa é moralmente responsável perante Deus e o próximo. O homem como indivíduo é distinto de todas as outras pessoas. Como pessoa, ele é unido aos outros no fluxo da vida, pois ninguém vive nem morre por si mesmo. A Bíblia revela que Cristo morreu por todos os homens. O fato de ser o homem criado à imagem de Deus, e de Cristo morrer para salvá-lo, é a fonte da dignidade e do valor humano. Ele tem direito, outorgado por Deus, de ser reconhecido e aceito como indivíduo sem distinção de raça, cor, credo ou cultura; de ser parte digna e respeitada da comunidade; de ter a plena oportunidade de alcançar o seu potencial.
Cada indivíduo foi criado à imagem de Deus e, portanto, merece respeito e consideração como uma pessoa de valor e dignidade infinita.


2. Sua Competência
O indivíduo, porque criado à imagem de Deus, torna-se responsável por suas decisões morais e religiosas. Ele é competente, sob a orientação do Espírito Santo, para formular a própria resposta à chamada divina ao evangelho de Cristo, para a comunhão com Deus, para crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor. Estreitamente ligada a essa competência está a responsabilidade de procurar a verdade e, encontrando-a, agir conforme essa descoberta e de partilhar a verdade com outros. Embora não se admita coação no terreno religioso, o cristão não tem a liberdade de ser neutro em questões de consciência e convicção.
Cada pessoa é competente e responsável perante Deus, nas próprias decisões e questões morais e religiosas.


3. Sua Liberdade
Os batistas consideram como inalienável a liberdade de consciência, a plena liberdade de religião de todas as pessoas. O homem é livre para aceitar ou rejeitar a religião; escolher ou mudar sua crença; propagar e ensinar a verdade como a entenda, sempre respeitando direitos e convicções alheias; cultuar a Deus tanto a sós quanto publicamente; convidar outras pessoas a participarem nos cultos e outras atividades de sua religião; possuir propriedade e quaisquer outros bens necessários à propagação de sua fé. Tal liberdade não é privilégio para ser concedido, rejeitado ou meramente tolerado — nem pelo Estado, nem por qualquer outro grupo religioso — é um direito outorgado por Deus.
Cada pessoa é livre perante Deus em todas as questões de consciência e tem o direito de abraçar ou rejeitar a religião, bem como de testemunhar sua fé religiosa, respeitando os direitos dos outros.


5. Sua Relação Para com o Estado
Tanto a igreja como o Estado são ordenados por Deus e responsáveis perante Ele. Cada um é distinto; cada um tem um propósito divino; nenhum deve transgredir os direitos do outro. Devem permanecer separados, mas igualmente manter a devida relação entre si e para com Deus. Cabe ao Estado o exercício da autoridade civil, a manutenção da ordem e a promoção do bem-estar público.
A igreja é uma comunhão voluntária de cristãos, unidos, sob o domínio de Cristo, para o culto e serviço em Seu nome. O Estado não pode ignorar a soberania de Deus nem rejeitar Suas leis como a base da ordem moral e da justiça social. Os cristãos devem aceitar suas responsabilidades de sustentar o Estado e obedecer ao poder civil, de acordo com os princípios cristãos.
O Estado deve à igreja a proteção da lei e a liberdade plena, no exercício do seu ministério espiritual. A igreja deve ao Estado o reforço moral e espiritual para a lei e a ordem, bem como, a proclamação clara das verdades que fundamentam a justiça e a paz. A igreja tem a responsabilidade, tanto de orar pelo Estado, quanto de declarar o juízo divino em relação ao governo, às responsabilidades de uma cidadania autêntica e consciente, e aos direitos de todas as pessoas. A igreja deve praticar coerentemente os princípios que sustenta e que devem governar a relação entre ela e o Estado.
A igreja e o Estado são constituídos por Deus e perante Ele responsáveis. Devem permanecer distintos, mas têm a obrigação de reconhecimento e reforços mútuos, no propósito de cumprir-se a função divina.


Extraído dos princípios Batistas, publicados no Manual Básico das Igrejas Batistas Nacionais e disponível para download clicando aqui.

 Saite da CBN/BA

Vivendo no mundo de Deus






 Txt: Gêneses 17:1:

“Sendo, pois, Abrão da idade de noventa e nove anos, apareceu o SENHOR a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso, anda em minha presença e sê perfeito.”



Estive analisando nesses dias, a realidade caótica do mundo de hoje. Famílias desestruturadas, onde os pais estão cada vez mais ausentes, resultando em milhares de filhos órfãos de pais e mães, não porque seus pais morreram, mas porque só existem no nome, dificilmente estão presentes no dia-a-dia de seus filhos. Os filhos têm sido criados por outras pessoas que geralmente só cuidam por que recebem dinheiro para fazer esse “trabalho” que deveria ser um prazer para os pais. Sem falar que a palavra família vem perdendo seu sentido, é pouco aplicável na realidade de hoje, pois as pessoas se entregaram à promiscuidade, hoje é normal ficar! E ficar não é mais namorar como há alguns anos atrás, ficar hoje, é transar! E isso acontece no mesmo momento em que se conhecem, que aliás, não se conhecem de fato, e vemos que até mesmo a palavra “conhecer” no mundo de hoje, mudou seu sentido. Há alguns anos o normal era ouvir as pessoas dizerem “vamos nos conhecer primeiro”, e esse conhecer, eram dias de conversa e depois disso, iniciava-se um namoro. Mas hoje, pelo contrário, a atividade sexual que é para o casamento, tem sido sinônimo de promiscuidade e muitas mulheres engravidam sem mesmo saber quem é o pai da criança. E isso se transforma em uma maldição nas gerações desta pessoa, se torna um ciclo vicioso, pois as filhas na maioria das vezes repetem a irresponsabilidade de suas mães. E hoje não é difícil ver meninas grávidas, tendo uma responsabilidade em quanto criança que nem sua mãe teve em quanto adulta. Há alguns anos atrás, ainda existia respeito pela figura feminina, porém, alguns discursos tidos como feministas, ao invés de valorizar mais a mulher, fez com que ela degradasse, como se não bastasse à figura do homem ter perdido o seu respeito há séculos, agora, a figura feminina. Onde mais se aplicava a palavra respeito no mundo, era na figura feminina, hoje, principalmente em países como o Brasil, é uma vergonha a forma que é exposta a mulher. Sobre tudo, nessa época maldita que é o carnaval. É uma vergonha estar em outro país e ter o carnaval como referência para citar o nosso. Os estrangeiros já lhes cumprimentam dizendo “Oh Brasil! País do carnaval, mulheres bonitas!”. Foi isso que eu ouvi quando estivemos na áfrica há alguns anos atrás. Nesse dia, tinha conosco outra missionária que ao invés de se impor e tentar mudar o discurso daquele povo sorriu e disse “yes!”. Eu e minha esposa ficamos abismados com a aceitação daquele discurso pela missionária. Fiquei pensando como mudar a mentalidade do mundo, se o que é bonito para o mundo está sendo bonito para quem é igreja? E olha que essa pessoa que concordou isso é esposa de pastor. Viviam em áfrica na época como missionários por mais de 10 anos! Porém, no momento que eles me traduziram esse diálogo, eu retruquei dizendo: “Não! O Brasil é o país do avivamento, um celeiro de missionários, lá está cheio de profetas de Deus como esse que vos fala!”. Irmãos, apesar dessas verdades lamentáveis, sempre existirão profetas de Deus na terra! Homens e mulheres que vivem em outra dimensão, na dimensão de Deus! Quando falo em outra dimensão, parece que vivem como extraterrestres, “no mundo da lua”, mas não é a isso que me refiro, eu me refiro ao “mundo de Deus”!



8 de set. de 2011

Por que Deus quis escrever a Bíblia?


Quando analisamos a importância da literatura ao longo da História, começamos a achar pistas que responderiam essa pergunta.

Você já parou para pensar a razão de Deus ter escolhido justamente um livro como forma de perpetuar sua revelação específica? Ele poderia ter optado pela tradição oral ou por uma série de outros meios, mas não: o Todo-Poderoso quis se revelar por meio de tinta no papel. Será que isso não nos diz nada?


Claro que quando falo “livro”, devemos lembrar que os manuscritos originais (os “autógrafos”) não foram livros como os conhecemos hoje (formato historicamente chamado de “códice”). As cartas e os textos originais em que as verdades sagradas foram registradas eram provavelmente pergaminhos feitos de plantas ou superfícies elaboradas com couro de animais – a tecnologia disponível na época em que cada texto foi escrito – e em formato de rolos enormes. Mas, independente do formato, entendemos que o recurso de registro daquilo que o Autor da Biblia escolheu foi tinta sobre uma superfície. O que hoje e por muitos séculos ganhou o formato que conhecemos por livro.
Reconhecido isso, voltamos à questão inicial: por que um livro? Quando analisamos a importância da literatura ao longo da História, começamos a achar pistas que responderiam essa pergunta.

1. Livros provocam reflexão. Leitura exige silêncio e concentração. Para ler é preciso uma certa introspecção, distanciamento de vozes e ruídos externos. Por isso mesmo, ler nos leva a um isolamento do mundo exterior, o que proporciona reflexão. E o Evangelho exige reflexão, uma vez que se espera que o leitor receba a mensagem, pense e, ao ser tocado pelo Espirito Santo, mude suas atitudes. Logo, o livro é o melhor meio de transmitir uma mensagem destinada a mudanças de vida, de valores e de atitudes.

2. Livros são acessíveis. O texto escrito nos permite voltar a ele quantas vezes quisermos. Se Deus tivesse escolhido, por exemplo, transmitir sua revelação por meio de uma casta de homens que decorassem as palavras sagradas e as declamassem do alto de um minarete diariamente não poderíamos recorrer quando quiséssemos a esses homens. Livros estão à mão. Podemos buscá-los a cada momento que quisermos em busca de comunhão, esclarecimento, respostas, consolo, exortação. Por isso a tradução do texto bíblico para a língua do povo a partir dos originais grego, hebraico e aramaico e, posteriormente, do latim foi tão importante: permitiu que eu e você tivéssemos acesso fácil, rápido e ilimitado às palavras inspiradas.

3. Livros viajam. No meio editorial existe um jargão que se refere ao potencial que um livro tem de alcançar o maior número possível de pessoas. Quando um editor de livros pergunta “esse livro viaja?”, o que ele quer saber é se aquele livro tem potencial de permanecer sendo lido por muito tempo, de ser traduzido em outras línguas etc e assim alcançar muitos leitores. A Biblia em formato de livro tem esse potencial. Ela ultrapassa fronteiras. Ela passa de pai para filho. Ela perpetua seu conteúdo.

4. Livros não erram. Todo mundo já brincou de telefone sem fio. Palavras ao vento são passíveis de erros, de gafes, de falhas. Mas o preto no branco é imutável, está ali, registrado. Naturalmente, é possível haver equívocos na copiagem ou na tradução, mas aquilo que uma vez está registrado não se altera. É fonte segura.

5. Livros só se perpetuam se o conteúdo for relevante. Se um livro tem conteúdo irrelevante ele vai deixar de ser editado, não será reeditado, ninguém mais o venderá nem comentará sobre ele e essa obra se perderá na história. Então, inversamente, se algum livro chegou até as suas mãos décadas ou mesmo séculos após seu lançamento você pode ter certeza de que contém um conteúdo que pelo menos vale a pena ser lido – mesmo que você discorde dele. Por isso é tão importante ler obras que tenham cinco séculos de vida ou mesmo textos como “Confissões”, de Agostinho de Hipona, escrito há 1.600 anos. E o conteúdo da Bíblia dispensa comentários, por isso a tamanha difusão.

Deus não escolheu por acaso a tecnologia literária para se revelar. Ele escolheu o recurso mais eficiente e transformador.  Por isso, ter um livro em mãos é uma honra. Poder segurar uma obra que atravessou os séculos mudando e influenciando vidas é um privilégio. Livros são tesouros.

Diante dessa realidade, confesso que me assombro ao ver quão pouco o povo de Deus lê. Embora o índice de leitura estatisticamente seja maior no Brasil entre evangélicos do que entre membros de outras religiões, ainda assim é irrisório. E, quando lemos, muitos de nós preferem ler bobagens de autoajuda gospel, textos sobre vitória, relatos fantasiosos sobre batalha espiritual, obras escritas por aquele pastor ou aquela pastora que aparece na televisão… e ignoramos tesouros da literatura cristã. Temos à disposição pérolas da teologia bíblica, como “A imitação de Cristo”, de Tomás-à-Kempis; “As Institutas”, de Calvino; as obras de Dallas Willard, John Piper, Sam Storms, Richard Foster, Alister McGrath e tantos outros que têm dado brilho ao pensamento teológico e devocional… mas damos preferência a certas leituras que valem menos que palha.

Outro problema é que, do tempo escasso que temos ao nosso dispor, preferimos gastar horas e horas e horas assistindo a programas de televisão que não servem para absolutamente nada. Nada! Chega a ser risível. A televisão é um meio que não gera frutos, se formos pensar epistemologicamente. Meu Deus, o que nossos cérebros fizeram de errado para lhes impinjamos tamanho castigo? Me perdoem os amantes da TV, mas não consigo supor que se Deus fosse transmitir sua revelação nos nossos dias ele faria num teledocumentário. Ou uma minissérie. Simplesmente porque programas de TV não promovem nenhuma reflexão. Nenhuma mudança de vida. Nenhum avanço. Nenhuma revolução. Nenhuma transformação. Nada, nada, nada. São mero entretenimento feito para ser esquecido.

Somos uma civilização encantada pela irrelevância. Faça um exercício de memória e tente imaginar a quantidade de assuntos diferentes que passaram diante de seus olhos na tela da TV durante, digamos, uma semana. Experimente, faça isso ag. Eu espero.

Pensou?

Conseguiu lembrar?

Se por acaso foi capaz de lembrar de algo, rsponda agora: quantos desses assuntos de fato são importantes? Quantos enlevaram sua alma? Quantos fizeram você ajudar mais o próximo? Quantos fizeram de você uma pessoa melhor? Quantos te fizeram menos carnal e mais espiritual? E, tá bom, esqueça o aspecto espiritual: quantos tiveram qualquer importância de fato na sua vida? Ou foram apenas um monte de entulho de imagens e sons que invadiram sua mente e não produziram nenhum benefício?

Muitos de nossos pastores estão deixando de ler. Com isso, põem de lado a pregação das verdades fundamentais da fé para desperdicar preciosos momentos de pregação falando sobre  aquilo que está na pauta dos telejornais e programas de debate de auditório. Como não têm substância, não pregam pão, pregam jujubas. Esquecemos da relevância do que foi consagrado no livro para a irrelevância do que está sendo explorado na TV.

Fico imaginando Deus ouvindo as conversas do seu povo e pensando que teve tanto trabalho para perpetuar suas verdades por um meio tão fantástico como um livro e agora os que se chamam pelo seu nome pautam o diálogo pelo que veem entre um plim plim e outro. Com uma Igreja formada no máximo por má literatura ou horas e horas de TV, não é de se espantar que o meio evangélico esteja tão cego, surdo e nu como está hoje. O que nos espera? Tenho até medo de pensar.

A boa notícia é que esse quadro pode ser revertido. Para isso, precisamos passar menos horas na frente da televisão. E passar mais tempo lendo bons livros. Deixar de consumir audiovisuais prontos e mastigados e absorver aquilo que faz nosso cérebro se desenvolver. Temos que ler mais. Pensar mais. Malba Tahan já dizia que “quem não lê, mal fala, mal ouve, mal vê”. Imagine então isso aplicado à nossa vida espiritual.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

30 de ago. de 2011

Vencendo as Tempestades da Vida

Capítulo 1
Como identificar uma tempestade

Alguns princípios nos ajudarão a diferenciar se a luta que estamos vivendo é tempestade ou não.Para o problema ser uma tempestade tem que apresentar as seguintes caracterísicas:

  1. A situação fica descontrolada
     Toda tempestade faz com que quem está envolvido nela perca o total controle da situação. Quando o mar está em tempestade, o comandante do navio não consegue conduzi-lo na direção certa.
     Lembro-me de ter visto certa vez em um noticiário da televisão um imenso navio cargueiro que havia tombado em uma praia após uma tempestade. Com certeza o comandante e a guarnição daquele navio não queriam que aquele desastre acontecesse, porém a força e a violência da tempestade fizeram com que aquele homem que estava no comando perdesse o controle da embarcação.
     A maior tempestade de que se tem notícia na história aconteceu em 27 de agosto de 1883, e foi causada pela explosão do vulcão Cracatoa, na ilha do mesmo nome, localizada nas Índias Orientais. A explosão, se superou muitas vezes as explosões nucleares nas cidades de Hiroxima e Nagasaki, foi ouvida a sete mil quilômetros de distância. O jornalista Ernest Behrendt, que relatou em 1946 a catástrofe para as Seleções do Reader's Digest, mostrou como um acidente natural dessa magnitude fica fora de controle, e evidencia o quanto o ser humano é impotente diante das forças da natureza que Deus criou.
     As ondas gigantescas, provocads pela explosão, atingiram as costas de quatro continentes, e foram registradas até 13 mil quilômetros além. Uma onda de ar, gerada oeki cataclismo, deu a volta ao mundo, não uma, mas várias vezes. No ponto em que se erguera uma montanha de mil metros de altura - o vulcão Cracatoa - só restava uma cratera gigantesca, de 300 metros de profundiade e alguns quilômetros de largura.
     Muito mais violentas foram as consequências da erupção no mar. em Anjer, um vilarejo localizado na costa ocidental de Java, um capitão reformado da Marinha viu de repente uma nova ilha subir à superfície do estreito. Um segundo depois, só conseguiu salvar-se correndo desabaladamente. O que lhe parecia uma ilha era uma muralha de água de 15 metros de altura, avançando através do estreito a velocidade incrível, arrasando os quebra-mares, lançando-se pelo vilarejo, correndo pelas colinas acima, destruindo tudo que encontrava no caminho. A onda atirou um toro de madeira de encontro ao capitão, desmaiando-o e arrastando-o. Quando ele voltou a si estava no topo de uma árvore, um quilômetro terra a dentro, com apenas alguns arranhões no corpo.
     Aquele homem foi uma das poucas pessoas que viram a onda gigantesca e puderam sobreviver para descrever-lhe a fúria. Anjer havia desaparecido. A onda subiu a uma altura de 30 metros, varreu dezenas de cidadezinhas, matando milhares de habitantes. Na costa de Samantra, arrancou o navio de guerra Beroun das amarras, arrastando-o com âncora e tudo, quatro quilômetros pela terra a dentro, e acabando por deixá-lo encalhado em plena selva. nove metros acima do nível do mar.

     2. A tempestade é uma força maior do que a nossa

     Diz a narrativa de Mateus14:22-32 que os discípulos estavam enfrentando um vento forte e contrário (v. 24). Eles estavam remando há quase nove horas e não saíam do meio do Mar da Galiléia.
     Naquela época não se tinha a menor idéia da dimensão daquele mar. O Mar da Galiléia, na verdade, é um lago com a forma de uma harpa, e não um oceano, um mar. O percurso que os discípulos atravessaram tem quase a mesma extensão do percurso que o motorista faz de carro para atravessar a ponte Rio-Niterói, telvez um pouco menos. Algo em torno de 14 quilômetros.
     Ilustrando a afirmação de que a tempestade é uma força maior do que a nossa, eis o que relatou Lawrence Elliott sobre o maior maremoto já ocorrido no Alasca: Debaixo de muita chuva e fortes ventos, Howie Ulrich, um pescador profissional de 32 anos, natural de Pelican, no Alasca, viu de repente um paredão de água se deslocando impetuosamente um direção a seu barco. Imediatamente ele manobrou o barco a fim de colocá-lo de frente para a muralha de água que se aproximava. Mas antes de chegar ao lugar onde ele estava, Howie sabia que aquela onda monstruosa engoliria tudo o que encontrasse pela frente.
     A onda atingia a altura de cerca de 30 metros quando se lançou sobre a ilha de Cenatoph. Estendeu-se de uma praia à outra ilha, numa linha de quatro quilômetros, quebrando-se vigorosamente ao varrer o lado norte da ilha. Eonde quer que tocasse arrancava troncos seculares, varrendo a terra até a rocha. Árvores de até oito metros de altura eram arrancadas e atiradas na baía como se fossem gravetos.
     Howie ainda não tinha conseguido alinhar totalmente a proa de seu barco de onze metros quando a onda o atingiu.
     Era como se o barco estivesse subindo num elevador - contou ele mais tarde. - Parecia que nunca mais iria acabar. "A grossa corrente da âncora quebrou no molinete como se fosse um barbante, e a ponta solta foi enroscada em torno da cabine de comando, quase atracando a minha cabeça".
     3. A tempestade machuca muito a alma

     A alma machucada passa a sentir angústia, depressão, desânimo. São feridas invisíveis que a pessoa passa a carregar dentro de si, e cujos efeitos interferirão no seu comportamento, no seu estado de humor, na maneira de encarar a vida, na forma como ela se relaciona com as pessoas, no conceito que passa a fazer de seus irmãos, na fé que ele deposita em Deus. ( Ao leitor que quiser se aprofundar mais nesse assunto específico sugerimos a leitura do nosso livro Cura Interior à Luz da Bíblia).

     4. A tempestade está acima das duas forças
     Diz o texto de Marcos 4:35-41 que as ondas passavam por cima do barco. Isto significa que a tempestade se revela sempre algo acima da sua capacidade humana. O problema, a luta, a adversidade são maiores que você.
     Outra característica que a tempestade apresenta:
      5. Toda tempestade é devastadora 

     Temos o exemplo disso no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte, nos meses de janeiro e fevereiro, época de verão, em que as tempestades castigam violentamente essas cidades, e por onde passam arrasam tudo. Quem sabe se você não está vivendo uma tempestade que está destruindo muitas coisas na sua vida?

     6. A tempestade é algo que invade a sua vida 

     No texto de Marcos lemos que a água estava entrando no barco (Mc 4:37). Quando a tempestade cai sobre você, ela invade a sua vida, não pede licença. É algo que atinge você no aspecto emocional, psicológico e o físico. Isto tanto com relação a você como com relação à sua família.

     7. A pessoa se sente derrotada 

     A água que entra no barco durante uma tempestade leva a embarcação a pique. Quem está debaixo de uma tempestade existencial e passa a sentir suas forças declinando, não deve achar que tudo não passa de ilusão ou imaginação: a pessoa está realmente sofrendo uma derrota.
  
     8. Durante a tempestade, perde-se o equilíbrio 

     Eu estava certa vez a bordo de um navio viajando do Rio de Janeiro para a cidade paulista de Santos. A embarcação deslisava serenamente sobre o mar. De repente soprou um ventinho sudoeste e deu uma boa balançada no navio. As pessoas que não estavam acostumadas com aquilo ficaram apavoradas. Foi só soprar um vento um pouquinho mais forte, e os passageiros passaram a andar segurando nos corrimãos. Para o pessoal que trabalhava no navio aquilo não representou nada. Alguns nem perceberam que o navio oscilara.
     Fiquei imaginando o que acontece durante uma tempestade violenta, daquelas que nem marinheiro experiente consegue ficar de pé. Quando uma tempestade dessas desaba sobre a vida de uma pessoa, ela perde o equilíbrio emocional, mental, físico, financeiro e familiar. Na área em que a tempestade estiver batendo, você perde o equilíbrio.
     Estas foram as principais características que eu consegui identificar em uma tempestade. Agora vejamos o que podemos fazer para enfrentá-las e vencê-las.

Capítulo 2

Como vencer as tempestades


     As pessoas muitas vezes se aproximam de nós e perguntam:
     - Pastor, como podemos vencer as tempestades da vida, os problemas graves, sérios, que transtornam nossa existência, que podem nos levar à catástrofe, à ruína, à destruição?
     As respostas que tenho dado a essas pessoas estão reunidas nesse capítulo. Você quer vencer as tempestades da vida? Se quer vencê-las ou se deseja estar preparado para quando a tempestade chegar, siga as seguintes orientações:

     1. Não deixe o pavor dominar sua vida

     Existe uma diferença entre medo e pavor. O medo tem base racional, é uma defesa do psiquismo humano. Tudo que foge do controle do ser humano gera medo. Porém, o medo tem o seu lado positivo: Ele nos torna mais atentos, e nesse aspecto é até benéfico, pois nos protege. O medo é um sentimento normal. Já o pavor é um medo incontrolável.
     Um dia desses eu estava na ponte aérea Rio-São Paulo, e quando entrei no avião o comandante mandou me chamar. Era um irmão em Cristo, piloto da Varig há mais de 20 anos, e que também treina novos pilotos. Fiquei na cabine do avião conversando com ele, e de repente fiz-lhe uma a seguinte pergunta:
     - Você, que pilota uma máquina desta de mais de 50 milhões de dólares, e é responsável pela vida de 130 passageiros, você não sente medo quando se encontra em situações adversas?
     Ele sorriu pra mim e respondeu:
     - Pastor, eu digo para todos os meus alunos que estão começando a pilotar: Não se esqueçam que de vez  em quando o medo vai bater no coração de vocês, mas não permitam que o medo se torne pavor.
     Por quê aquele piloto experiente ensina isto aos seus alunos? Porque se o pavor dominar uma pessoa, sabe o que ele vai reproduzir nela? Primeiro, um total desequilíbrio de sua estrutura emocional. Segundo, a perda do raciocínio lógico. Terceiro, todo o seu potencial é neutralizado, levando-a a não agir ou reagir descontroladamente diante da situação. Quarto, a pessoa pode vir a ter delírios e ilusões.
     Os discípulos foram tomados pelo pavor. Eles estavam no meio do mar, e quando Jesus veio por sobre as  águas eles acharam que estavam vendo um fantasma. Tiveram uma visão deturpada, uma ilusão. O pavor leva a pessoa a pensar que está vendo ou ouvindo coisas que não estão ocorrendo ou não estão sendo ditas; tudo produto da mente.
     O pavor faz com que você não consiga realizar coisas que é capaz de fazer. Dois exemplos:
     a) Um rapaz assiste a um assalto. Ele está em seu carro e vê o passageiro da frente ser rendido pelos bandidos. Fica tão apavorado que esquece como se dirige.
     b) Os profissionais que trabalham com salvamento afirmam que muitas pessoas morrem diante do perigo porque são dominadas pelo pavor. Se tivessem medo mas não permitissem o pavor dominá-las, poderiam ser salvas. O pavor faz as pessoas tomarem atitudes erradas. Não permita que o pavor lhe domine se você estiver passando por uma tempestade ou se ela chegar até você.

     2. Use seu potencial até o limite máximo

     Na tempestade registrada em Mateus 14:22-32,  vemos que os discípulos entraram no barco e começaram a travessia do lago entre 6 e 7 horas da noite, e diz o texto que na quarta vigília da noite, ou seja, entre 3 e 6 da manhã, eles ainda se encontravam no meio do lago. Ficar nove horas remando ininterruptamente exaure as forças do mais preparado dos atletas.
     Portanto, os discípulos estavam exaustos. Haviam empenhado toda energia que tinham, toda a experiência acumulada durante muitos anos de profissão, toda a capacidade e criatividade em buscar soluções para situações de emergência. Se você vier a enfrentar uma tempestade, use todo seu potencial até o limite máximo, caso contrário você será engolido por ela.

     3. Não desista de lutar

     Os discípulos estavam dentro de um barco sendo açoitados por fortíssimos ventos contrários. Se eles largassem o remo e desistissem de lutar, aquele vento os levaria ao naufrágio ou jogaria o barco sobre as pedras ou barrancos de alguma praia. E se eles estivessem em um oceano, o vento contrário os impulsionaria para o mar aberto, de ondas impetuosas e imensas, e destruiria a embarcação.
     Eles também poderiam ter voltado para o lugar de origem ou para um local próximo do ponto de onde haviam partido. Porém, os discípulos tinham um objetivo: eles queriam chegar ao outro lado. E por isso lutaram corajosa e perseverantemente contra a tempestade.Deus está lhe dizendo: "Não desista. Continue a lutar, a resistir, a remar, porque você também vai chegar ao outro lado".

     4. Não seja tímido e incrédulo

     Nas duas tempestades, Jesus repreendeu o medo dos discípulos fazendo uso de duas expressões. Na primeira delas ele se dirigiu a todos os discípulos:
     Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes fé?
                                                        (Marcos 4:40)

     A segunda repreensão foi dirigida diretamente a Pedro:
     Homem de pequena fé, por que duvidastes?
                                                (Mateus 14:31)

     Se você que vencer as tempestades, tenha fé. Acredite que pode vencer esta tempestade, e você a vencerá. Creia que ela não vai destruir a sua vida. Uma coisa que atraía especialmente a atenção de Jesus quando ele estava corporalmente aqui na terra era a fé. A aparência, a eloquência, a retórica, a cara de manso, nada disso chamava a atenção de Jesus. Se abrirmos a bíblia em Mateus, capítulo 8, encontraremos a história daquele centurião estrangeiro que estava com um servo miseravelmente enfermo, e disse ao Senhor que bastava uma única palavra de Jesus para que seu servo sarasse, e Jesus disse:
      Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé.
                                                                                       (Mateus 8:10)

     A mulher cananéia, em Mateus 15:21-28, estava coma filha endemoninhada. Ela pediu que Jesus a socorresse, mas Jesus disse a ela:
     Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-los aos cachorrinhos.
                                                                             (Mateus 15:26)

     E ela respondeu:
     Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
           (Mateus 15:27)

     Então Jesus comentou:
     Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isto feito para contigo, como tu desejas.
                                                                                                (Mateus15:28)

     Em Marcos 2, aqueles quatro homens que carregavam o paralítico e resolveram descê-lo pelo telhado até os pés de Jesus, porque a multidão era grande dentro da casa, também foram vistos de maneira especial pelo Senhor, que atentou para a fé deles:
     E Jesus, vendo-lhes a fé...
                                       (Marcos 2:5)

     Quando aquela mulher que sofria de fluxo de sangue tocou em Jesus, ele disse:
     Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou.
                                                    (Lucas 8:48)

     Não foi o esforço dela, não foi a vontade dela, foi sua fé que a salvou e a curou.
     E o que dizer da experiência de um homem que não estava mais sob a tempestade, mas já havia até sofrido o naufrágio? Estou falando de Jairo, um dos principais da sinagoga dos judeus. Jesus estava a caminho da casa daquele homem a fim de curar sua filha, quando algumas pessoas vindas da casa de Jairo disseram a este:
     A tua filha já está morta; não incomodes o Mestre.
                                                               (Lucas 8:49)

     Era como se estivesse dizendo para aquele pai aflito:
- O naufrágio já ocorreu.
     Sabendo que efeito devastador aquelas palavras poderiam ter no ânimo de Jairo, Jesus imediatamente disse a ele:
     Não temas, crê somente!
                       (Marcos 5:36)

     O Senhor está dizendo para você: "Não tenha medo; creia!" Creia que você vai vencer, creia que a tempestade não vai lhe destruir. Porém, se você já naufragou, o Senhor vai levantá-lo de novo. Ele vai restaurar tudo o que na sua vida representou derrota. Tão-somente creia!
     A Bíblia diz em 1 João 5:4:
     Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.

     Em Marcos 9:23 está escrito:
     Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê.

     Não existe um elemento que agrade mais a Deus do que a fé. Em Hebreus 11:6 está escrito:
     Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que é galardoador dos que o buscam.

     Creia! Em nome do Senhor Jesus, creia! Creia que esta tempestade não vai durar para sempre, que ela não vai destruir você. Creia na vitória! Você tem que crer!

     5. Clame por Jesus

     Você se lembra do que os discípulos disseram a Jesus na tempestade relatada no evangelho de Marcos?
     Senhor, não se te dá que pereçamos?

     Ao se sentir afundando na segunda tempestade, Pedro disse:
     Senhor, salva-me.
                 (Mateus 14:30)

     6. Obedeça a Jesus

     Se você que vencer as tempestades da vida, obedeça a Jesus. Se sairmos perguntando por aí aos irmãos que já enfrentaram grandes tempestades e as venceram qual foi o fator que os levou à vitória, descobriremos que todos eles mencionarão um fator que fez diferença e mudou o quadro: Obediência ao Senhor a quem os ventos e os mares obedecem. Ao analisarmos as duas narrativas, constataremos que os discípulos não entraram no barco para atravessar o Mar da Galiléia por livre recreação. Estavam debaixo de ordem. É o que podemos comprovar lendo Mateus 14:22:
     E logo ordenou Jesus que os discípulos entrassem no barco e fossem adiante, para a outra banda, enquanto despedia a multidão.

     Também podemos nos deparar com a ordem de Jesus em Marcos 4:35:
     E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra margem.

     Eles estavam debaixo da ordem de Cristo. Sabe o que é que eu aprendo com isto? Se você obedecer a Jesus, nenhuma tempestade vai lhe destruir. Se você obedecer a Cristo, nenhuma tempestade vai impedir sua trajetória. Você vai conquistar a vitória e vai chegar do outro lado. Portanto, obedeça a Cristo, faça a vontade dele, submeta-se a Ele, reconheça que você é um pecador, aceite-o como Senhor da sua vida. Deixe Jesus dirigir o barco da sua existência, deixe-o assumir o controle das rédeas da sua vida, obedeça-o em tudo o que ele determinar para você.
     Quem obedece a Jesus é semelhante a uma casa construída sobre a rocha. Pode soprar vento, cair tromba d'água, tufão, ciclone, temporal, mas ela continuará firme, porque quem segura e sustenta a sua vida é a rocha sobre a qual ela está edificada, e essa Rocha é Cristo. Porém, quem não obedece a Jesus é semelhante a uma casa construída sobre a areia. Não precisa nem vir grande temporal sobre ela. Até mesmo uma chuvinha desestabiliza seus alicerces, e o soprar de um vento um pouco mais forte a derrubará.
     Portanto, o segredo para você vencer as tempestades é obedecer a Jesus. Obedeça a Cristo, submeta-se a Ele, deixe que Ele seja o Senhor da sua vida. Se você estiver debaixo das ordens dele, ele lhe garantirá a vitória. O barco dos discípulos não naufragou nem eles morreram no meio do mar porque estavam debaixo das ordens de Cristo, e Cristo tinha responsabilidade para com eles. Ele não vai lhe deixar sozinho, querido leitor. Não vai permitir que o diabo faça bagunça na sua vida. Não vai deixar as tempestades destruírem você. Porém, para você se manter dentro da garantia de vitória que ele lhe dá, seja obediente a ele, mantenha-se fiel à sua Palavra, espere pacientemente o cumprimento de suas promessas, obedeça ao Senhor da sua vida.

Capítulo 3
Por que Jesus permite a tempestade

     Como é que podemos pregar um evangelho que na vida do crente não tem luta, não tem adversidade, não tem tempestade? Que teologia é essa de um evangelho triunfalista, onde a pessoa não passa por lutas nem por tempestades?
     E por que Deus permite a tempestade? Por pelo menos duas razões:

     1. Para você saber realmente quem você é

     De vem em quando nós pensamos que somos alguma coisa. Muitos de nós, quando estão sendo abençoados em alguma área, costumam dizer:
     - Eu estou arrebentado. Eu não queria falar, mas estou acima da média. Louvado seja eu. Glória a mim mesmo. Olha, eu vou dar a minha nota: 9,99. Não me dou 10  por um pequeno detalhe: Sou muito humilde.
     Tem gente que tem a tendência de empinar o nariz quando Deus começa a abençoá-la, ou quando ela se vê em uma posição de destaque. Não estou dizendo que isto seja a regra. O sujeito era o terceiro carimbador de notas de uma empresa, virou chefe dos carimbadores e já se acha o tal, o dono do pedaço. A escala de valores difere muito de ser humano para ser humano. Geralmente nós achamos que só fica vaidosa, orgulhosa a pessoa que é rica.
     Desculpem-me ter que dizer isto, mas tem muito pobre metido a besta. Muitas vezes nós, em algumas circunstâncias da vida, achamos que somos alguma coisa. Porém, quando vem a tempestade, não tem machão, não tem fera, não tem rico, não tem inteligente, não tem gente importante que se aguente. Deus encurva o pescoço de todos. E quem não aprender a encurvar o pescoço termina com ele decepado.
     O salmista Davi, o grande rei Davi, conforme podemos constatar lendo o Salmo 40, estava na moenda de Deus, enfrentando uma imensa tempestade. Com toda a sua grandeza e santificação diante do povo judeu e do Senhor, o rei Davi abaixou a cabeça e reconheceu (v. 17):
     Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim.

     Quando estamos atravessando uma tribulação, uma tempestade, devemos antes de tudo nos lembrar do que somos. Somos seres humanos frágeis, cheios de limitações. Muita gente se gaba de ser muita coisa, mas basta o aparecimento de uma doença, e elas se desestabilizam totalmente. Muitas vezes Deus permite a tempestade para que a pessoa desça ao nível daquilo que ela realmente é, para que ela aprenda a reconhecer sua verdadeira posição diante dos homens e diante de Deus.
     Muitas vezes o Senhor permite a tempestade na vida de um crente fiel para que ele não se desvie, para que a soberba, que é uma das coisas que mais deixa Deus indignado, não lhe suba à cabeça. A escala de valores de Deus é diferente da nossa. Uma das coisas mais terríveis para Deus é a soberba. Quando um crente cai no pecado da soberba, Deus permite que a tempestade desabe sobre sua vida para que ele retorne ao seu devido lugar, e tome consciência daquilo que ele realmente é.
     Portanto, muitas vezes Deus permite a tempestade na nossa vida para sabermos quem somos.

     2. Para reconhecermos quem é Jesus

     Tem muita gente com uma idéia errada, deturpada de Jesus. Ele não é filósofo nem um grande profeta. Ele é muito mais do que isto. Em João 11:25, Jesus declarou:
     Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim ainda que esteja morto, viverá.

     Em João 14:6 Jesus falou o seguinte:
    Eu sou o caminho, a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

     Em Atos 4:12 Pedro declarou quem é Jesus:
     E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens. pelo qual devamos ser salvos.

     Em sua primeira epístola, capítulo 5, versículo 20, o apóstolo João também fez sua declaração sobre quem é Jesus:
     E sabemos que já o Filho de Deus é vindo e nos deu atendimento para reconhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

     Quero encerrar este livreto acrescentando mais duas observações sobre as tempestades.
     a) A primeira delas é que a presença de Jesus na embarcação da nossa vida não significa que estaremos isentos de tempestades, mas sim que, com Jesus dentro do nosso barco, por mais terrível que seja a tempestade, ele jamais naufragará. Receba esta palavra profética na sua vida: você jamais naufragará!
     b) A segunda verdade é que qualquer tempestade, não importa a origem ou tamanho, é insignificante para Jesus.
     Jesus tem poder para interromper qualquer tempestade na hora que Ele quer, do jeito que Ele quer, porque Ele tem controle sobre todos os fenômenos que produzem as tempestades.
     Pela fé e na autoridade do nome de Jesus, creio que enquanto você esteve lendo este livreto, Jesus também esteve trabalhando para fazer cessar a tempestade que está impedindo de você ter tranquilidade em sua vida. Ele já determinou:
     Não tenha medo das tempestades, pois Jesus tem o controle de todas elas.



( Texto retirado do livreto Vencendo as Tempestades da Vida, do pastor Silas Malafaia, editora Central Gospel)

19 de jul. de 2011

Alerta à Igreja!!!



Em agosto de 2010 foi publicada uma edição da Revista Época cuja capa destaca a frase: A NOVA REFORMA PROTESTANTE. A reportagem de Ricardo Alexandre traz a luz algo que o Senhor tem trazido ao coração de cristãos espalhados pelo Brasil afora, que se resume em uma frase que tenho repetido incessantemente: "Está tudo errado!".

Alguns cristãos estão propondo uma reforma... o que discordo, pois o evangelho trazido por Cristo a 2000 anos atrás veio perfeito, sem necessidade de consertos ou reformas.

Outros sugerem um novo título, uma nova classe de cristãos. Também discordo, devemos ser simplismente aquilo que Cristo já nos sugeriu em sua palavra.

O que precisamos é abrir mão do segundo amor, do terceiro, quarto, etc. Precisamos voltar ao primeiro amor.

Desestimulados e descrentes, corrompidos por propostas malignas e religiosas, os cristãos de hoje vivem cada vez mais um evangelho egocêntrico. Cultuando a si mesmos, buscam prosperidade, bênçãos, milagres.

Igrejas lotam cultos da "vitória", "prosperidade", "milagres", "curas". Mas pouco se ouve falar de salvação, morte do "eu", martírio.

Não precisamos de uma reforma, ou de uma revolução. Precisamos voltar ao Cristo que dá todas as coisas, sem que precisemos nos preocupar com elas. Voltar ao Cristo que nos chamou para MORRER por ele. A nos entregar, em troca de um galardão que nos dará no céu.

Porém a proposta sugerida pelos comentaristas da Revista Época me assustou, porque apesar da bela atitude de se pregar um evangelho puro e íntegro, sem as propostas sujas do neo-pentecostalismo e similares, por outro lado apresentam a idéia de viver um evangelho social, longe da comunhão com Cristo.

Estão se levantando pseudo-reformadores que mais se parecem líderes budistas ou kardecistas, pois por um lado reunem pessoas nos lares e pregam a bíblia de uma maneira simples e clara (o que é profundamente louvável), por outro lado criam resistência ao que realmente precisamos: O MOVER DO ESPÍRITO.

Devemos lembrar que as práticas espirituais são muito mais importante do que a profuntidade da cultura ou socialismo cristão.

- Devemos abrir mão do evangelho que enautece o homem.
- Devemos abrir mão da dependência de templos.
- Devemos abrir mão da idolatria a líderes.

Mas por outro lado...

- NÃO PODEMOS ABRIR MÃO DAS PRÁTICAS ESPIRITUAIS
- NECESSITAMOS MAIS DO QUE NUNCA PRATICAR A SISTEMÁTICA ORAÇÃO EM LÍNGUAS
- A IGREJA PRECISA BUSCAR EXPERIÊNCIAS COM A GLÓRIA DE DEUS
- A IGREJA PRECISA VOLTAR A INTERAGIR COM ANJOS
- O POVO PRECISA VOLTAR A TER VISÕES E REVELAÇÕES

Porque se abrirmos mão de algumas coisas, mas não recuperarmos outras... simplesmente estaremos sendo manipulados pelo espírito do anticristo, pois este trabalha com MEIAS VERDADES.

Resumindo, em um tempo em que a igreja vive uma crise e certamente abandonou o compromisso com a verdade, não podemos "revolucionar" para um outro polo, que propões cinismo, frieza, socialismo.

NÃO SERÁ UM TEMPO FÁCIL. Mas aos que amam o Cristo do evangelho legítimo, orem e esperem.

MARANATA

Estou cansado!!!



Após quase 3 décadas de vida cristã, nascido no evangelho, sendo efetivo, ativo, participativo, comecei a conviver com o meio, a lidar com vários lideres, conhecendo profundamente as estruturas, líderes internacionais, líderes de variados níveis de liderança, cantores de muita expressão no meio evangélico.

Ao procurar servir com sinceridade de coração, ao estar na busca incessante de fidelidade, em permanecer fiel ao Senhor até os dias de hoje, sem me desviar dos seus caminhos, nunca ser disciplinado por conduta irregular aos parâmetros “religiosos”, ao dedicar anos da minha vida fazendo missões, ao casar sem nunca ter experimentado uma mulher, nunca ter ido a uma boate, nunca ter tomado bebidas alcoólicas, nunca ter fumado ou usado drogas, ao abrir mão de me formar em outra área e sim ser um pastor, dedicar vários anos de minha vida estudando teologia (bacharelado, pós-graduação, mestrado), diversos cursos de aperfeiçoamento, enfim, uma longa história de minha vida que ainda continua ...

Depois disto e muitos outros sacrifícios, conflitos pessoais, sofrimentos diversos, que de certa forma só serviram para o meu crescimento. A partir de uma avaliação abrangente da Igreja do Senhor Jesus no Brasil, não de uma perspectiva denominacional.

Sei que muitos grandes e fortes não conseguem exprimir suas limitações, porque foram ensinados a não mostrar sinal de fraqueza. Mas o meu Senhor Jesus mostrou, o profeta Jeremias mostrou, Daniel, Davi e muitos outros homens da bíblia mostraram e expuseram seus momentos de conflitos, de fraqueza, de reflexão, de releitura da realidade vivenciada. Partindo por estas avaliações, sinto dizer que estou cansado… muito cansado!

Cansado dos corações corrompidos, que tentam forçar os íntegros com a corrupção.

Cansado de ver os que seriam espelho e exemplo, envolvidos em negociatas, em acordos humanos, negociando o povo, a “igreja” que Deus lhe confiou.

Cansado, muito cansado, de ver os que não pagaram um preço, os que por influência de poder, dinheiro, política, consegue seus espaços, retirando a oportunidade dos verdadeiramente chamados e além de tudo escolhidos.

Estou cansado! De líderes ditadores, que parecem mais chefes comandando seus criados, do que líderes que tem um povo com um coração de servos, desejando servir no Senhor!

Estou cansado de tantos “Nãos” ditos para aquilo que deveria ser sim.

Estou cansado de tantos articuladores, de tantas táticas maquiavélicas, de tantas estratégicas empresariais, se infiltrando no ministério.

Estou cansado de tanta teologia da prosperidade pregada, de tantas atitudes voltadas para massagear o ego dos homens, e nenhuma preocupação em agradar á Deus.

Estou cansado de ouvir tantas mensagens vazias, sem conteúdo, se essência, sem presença de Deus.

Estou cansado de ver gente que tem muito carisma, mas pouco caráter.

Estou cansado de ver os “pequenos” que se esforçam, se sacrificam e no final os “grandes” recebem todo o crédito.

Estou cansado de tanta loucura por títulos, de tanto desejo de ser grande, de tanta gana por poder, sendo que os menores são os maiores no Reino de Deus.

Estou cansado de confundirem o santo como profano, e os profanos como santos.

Estou cansado da religiosidade medíocre que fere mais ainda os feridos, que magoam mais ainda os fracos, que esquecem que o verdadeiro Jesus, veio para amar aos que estão em pecado, que veio para curar as feridas, libertar os cativos, zelar dos necessitados.

Estou cansado de sistemas organizacionais evangélicos, que estão mais preocupados em atender todas as suas ganâncias e investimentos financeiros focado para a construção de templos faraônicos, de estruturas de conforto, e se esquecem daqueles que Jesus alertou para se lembrar! Dos órfãos, das viúvas, dos necessitados, dos pobres, dos excluídos, dos rejeitados, dos abandonados.

Vendo isto e muito mais, meu coração dói, minhas forças se esvaem e me sinto como se fosse um num meio de uma multidão cega, que não consegue enxergar, ver o verdadeiro evangelho que Jesus nos ensinou.

Nós não precisamos de estruturas de conforto para atrair as multidões, nós precisamos é de AMOR VERDADEIRO, é de líderes que tomem uma postura que Deus está exigindo, que passem a amar as pessoas não como números, mas como indivíduos.

O anseio das almas é por um evangelho verdadeiro, que se ensina a verdade, que prega a verdade, que cura os enfermos, que tenha uma atuação do Espírito Santo!

Os lugares no mundo que estão revestidos por um avivamento são lugares onde se abriu mão desta vaidade religiosa, onde o Espírito Santo tem tempo para agir e mover no meio do seu povo, onde os que vão a igreja não estão olhando para o relógio, mas estão querendo dedicar á Deus um tempo de adoração e verdadeiro louvor á Ele.

Eu sei que estou muito cansado, porém percebo uma força que vem de Deus, que tem me mantido firme e fiel, que não tem me deixado contaminar com os manjares do rei (Mamon), mas tem dado graça para ir até o fim.

Posso até sentir que estou sozinho em minhas expressões, mas acredito que tem muitos outros que estão se sentido cansados como eu também estou.

O que peço á Deus é que te fortaleça e que encontre os cansados, se identifique com eles para provocarmos a mudança daqueles que desejam realmente viver um evangelho real, verdadeiro, amoroso. Não um evangelho de conforto, mas de confronto! Que provoque e gere mudanças e não acomodação!

Deus está levantando os seus escolhidos, que farão a diferença, pois estamos vivendo os últimos momentos da história da igreja neste mundo.

Que Deus em Cristo Jesus te abençoe!

II Timóteo 1:7 “Porque Deus não nos deu o espírito de timidez, mas de poder, de amor e moderação”. vs. 13 - Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus.
II Timóteo – 2:20“Ora numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porem, para desonra”. vs. 21 – “De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra”.

Pr. Wyndson Alencar - Bacharel em Teologia, Pós-Graduado em Estudo da Bíblia, Mestre em Novo Testamento e Consultor em Tecnologia da Informação. Fone: (62) 9184-9007 / Email: wyndson.alencar@gmail.com

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